TUDO o que VOCÊ PRECISA SABER sobre o DR

Tem 2 DETALHES que você PRECISA SABER sobre o DR (DISPOSITIVO DIFERENCIAL RESIDUAL) que são muito importantes.

Bom, sempre falamos do DR lá no canal do YouTube e vale a pena relembrar que:

  • O dispositivo DR (Diferencial Residual) protege as pessoas e os animais contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto (causado por fuga de corrente). Ao detectar uma fuga de corrente na instalação, o Dispositivo DR desliga o circuito imediatamente.

Então, o DR além de proteger contra choque ainda “fiscaliza” a instalação para evitar perda de energia. Isso evita que você pague uma conta alta por causa de alguma falha na instalação elétrica.

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Qual a diferença entre DR, IDR e DDR?

DR é uma abreviação de “DIFERENCIAL RESIDUAL”. É um jeito fácil encontrado para chamar o dispositivo.

O IDR – INTERRUPTOR DIFERENCIAL RESIDUAL, protege contra fuga de corrente.

O DDR – DISJUNTOR DIFERENCIAL RESIDUAL, protege contra curto circuito, sobrecarga e fuga de corrente.

OBS: O DDR é mais caro e difícil de ser encontrado no mercado!

– Mais quantos DR’s devo usar em uma instalação?

Pode ser usado apenas um para proteção geral do QDC, como também por circuito individual enquanto grupo de circuitos também.

DR NA INSTALAÇÃO ANTIGA – 3 passos OBRIGATÓRIOS para instalar DR em INSTALAÇÕES ANTIGAS

Sabemos que o Dispositivo DR nada mais é do que um “fiscal” das instalações elétricas, pois ele detecta fuga de corrente.

Coisa que um disjuntor não faz!

Uma instalação elétrica mal feita faz o DR atuar com toda certeza. Então, antes de ir instalando um DR, faça testes primeiro para saber se há fuga nos circuitos.

Vou te ensinar 3 passos te ajudar a decidir se vai ou não instalar nesses casos:

1 – OBSERVAR A ORGANIZAÇÃO DO QDC

Se for aquela bagunça, sem identificação, dimensionamento errado, sugiro oferecer uma reforma do QDC pra depois pensar no DR;

2 – OBSERVAR A ISOLAÇÃO DOS CIRCUITOS 

Caixas de passagem no chão que não tem vedação, vivem cheias de água e na maioria das vezes a “isolação porca” é problema;

3 – JAMAIS DIMENSIONE O DR COMO PROTEÇÃO GERAL EM INSTALAÇÕES QUE VOCÊ NÃO FEZ

É mais viável colocar DR’s separados por circuitos, pois vai atuar e ficar desligando o QDC todo vai dar dor de cabeça;

  • A dica final é usar o alicate amperímetro na escala de mA para detectar fugas ou ter um DR próprio para ligar “provisoriamente” e testar.

Não sai prometendo ao seu cliente a instalação do dispositivo DR sem observar onde será instalado, pois a dor de cabeça virá!

O que pode e o que não pode passar pelo DR?

O que pode e o que não pode passar pelo DR é uma pergunta que você provavelmente já fez em algum momento!

Essa dúvida surgiu de uma colaboradora do nosso canal no YouTube e viemos aqui falar sobre circuitos obrigatórios no DR!

Os itens da NBR-5410 que tratam disso são:

  • 5.1.3.2 Uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade.
  • 5.1.3.2.2 Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório:

    a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro (ver 9.1);
    b) os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;

    c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior;
    d) os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens;
    e) os circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.

Observação:

A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos.

Situações em que precisamos montar o dispositivo

Muitas vezes nos deparamos com QDC’s sem nenhum IDR, certo?

Mas e se ao invés de não ter nenhum IDR no QDC, ele tenha dois ou mais DRs? 

Você saberia montar? Como funciona o neutro neste caso, é um barramento só?

Pois é, justamente isso que iremos ver, ou melhor… ler, agora!   

Mas, antes de tudo, vamos relembrar o conceito de um IDR: 

Os IDRs, (INTERRUPTORES DIFERENCIAIS RESIDUAIS), são componentes (obrigatórios em alguns casos) que desligam automaticamente um circuito em casos de fuga de corrente acima de 30mA.

O que acontece, na prática, é que a corrente elétrica circula na instalação, ou seja, a grosso modo, a corrente que passa pela fase retorna pelo neutro, ou em alguns casos retorna até entre as fases mesmo, isso é a circulação de corrente.

O DR soma vetorialmente essa corrente, ou seja, o que passou por ele, tem que retornar por ele. Se por algum motivo a corrente que passou não volta igual, ele vai e desarma, ou atua, falando mais bonito.

Como utilizar o IDR

Agora sim, vamos para a parte importante da aula. O IDR pode ser instalado no QDC de 3 maneiras:

  • Como proteção geral;
  • Como proteção para grupo de circuitos;
  • Como proteção individual de circuitos.

Quando temos apenas o IDR instalado junto ao disjuntor geral, a fase (ou fases) e o Neutro irão passar pelo IDR. Sendo que as fases irão alimentar o barramento de fase e o neutro irá alimentar o barramento de neutro. E destes barramentos sairão os circuitos de toda a edificação.

DETALHES QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O DR

Esta é a situação que encontramos na maioria das instalações. O problema é que, se houver alguma fuga de corrente em algum circuito, TODA a instalação será desenergizada.

Em termos de uma residência, por exemplo, não existirá muitos problemas, além do incômodo de rearmar o IDR e tentar descobrir em qual circuito está acontecendo a fuga de corrente.

Mas, e se fosse uma clínica, por exemplo?

Já imaginaram o transtorno causado pelo desligamento de toda a instalação?

É um baita B.O isso, não é?  

Por isso, em alguns casos, é necessário instalar os IDR’s por grupo de circuitos.

Neste caso, existem algumas observações que devemos fazer:

O valor da corrente nominal do IDR deve ser igual ou superior a somatória das correntes dos circuitos.

Exemplo:

Em um quadro temos dois circuitos monofásicos protegidos pelo DR cuja a soma das correntes nominais é de 24 A, logo esse DR de 25A suporta a carga instalada no grupo de circuito. 

É necessário utilizar 1 barramento de neutro para cada grupo de circuito protegido pelo IDR, afinal a corrente que passará por esse DR deve retornar a um barramento exclusivo desse DR. 

Neste caso, o neutro da rede irá alimentar o barramento de neutro principal. Dele saímos com um cabo de neutro que alimenta o IDR. Dali saímos com outro cabo de neutro que alimenta o novo barramento de neutro, que agora é exclusivo para o grupo de circuitos que estou protegendo. 

Em caso de alguma fuga de corrente, apenas o grupo de circuitos onde aconteceu esta fuga irão desarmar, mantendo o restante da instalação que está fora do DR em funcionamento.

Entendidos até aqui? 

Agora vamos para o último exemplo que é quando colocamos 1 DR para proteção de circuitos específicos

Neste caso, optamos agora por proteger apenas dois circuitos distintos.

Colocamos 1 IDR apenas no circuito do chuveiro, que é bipolar.

Então vamos sair com as duas fases do disjuntor bipolar de 25A do chuveiro que é 220V bifásico e alimentar o DR. Após ele, seguimos com os cabos para alimentar o chuveiro, só isso nada mais. E colocamos também outro IDR de 25A bipolar, para proteger o circuito monofásico da nossa cozinha.

Pegamos a fase que sai do disjuntor de 25A da cozinha, o neutro que vem do barramento, alimentamos nosso DR e saímos com fase e neutro deste DR para ligar as tomadas da cozinha, simples assim.

Se houver uma fuga de corrente no circuito do chuveiro, apenas ele será desligado pelo DR. Se houver uma fuga de corrente nas tomadas da cozinha, apenas elas serão desligadas pelo DR. O restante da instalação permanece funcionando!

Posso instalar um Dispositivo DR sem neutro ou aterramento?

Isso vai dar o que falar…

Primeiro, precisamos saber o que é o dispositivo DR (Diferencial Residual).

Ele protege as pessoas e os animais contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto (causado por fuga de corrente). Ao detectar uma fuga de corrente na instalação, o Dispositivo DR desliga o circuito imediatamente.

No caso do DR sem a ligação do neutro, ele funciona normalmente, desde que o circuito protegido esteja sempre sendo alimentado com tensões de linha (apenas as fases, seja a carga bifásica (a 2 fios, 2 fases) ou trifásica (a 3 fios, 3 fases).

Caso contrário, uma carga monofásica teria determinada corrente passando pela fase e pelo neutro, como nesse caso o neutro não passa pelo DR, a diferença seria enxergada pelo DR que atuaria imediatamente.

Já no caso do equipamento não estar aterrado, também não impede o funcionamento do DR.

O neutro é aterrado desde o poste, em uma falta elétrica, em que ocorre a energização da carcaça. Como o equipamento não está aterrado, não haverá corrente de fuga! A carcaça continuará energizada e o circuito ligado.

Quando uma pessoa toca na carga, o seu corpo dará um caminho para a corrente elétrica passar direto a terra. Assim, teremos a diferença de potencial e consequentemente o choque elétrico. Como provavelmente a corrente de choque será maior do que a sensibilidade do DR, ele atuará interrompendo o circuito.

Turma, espero que tenha ajudado vocês com essas informações!

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