DR desarmando: O passo-a-passo de como resolver!

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O famoso IDR ou simplesmente DR é o dispositivo diferencial residual. O grande protetor das instalações elétricas contra a fuga de corrente. Mas a pergunta é: 

– Você sabe o que fazer quando o DR não para armado, nem quando desligamos toda a instalação pelo disjuntor geral? 

Isso é uma situação comum que dá um nó na cabeça do eletricista. E é nesse momento que você se pergunta de novo: 

– Mas tá tudo desligado, porque esse danado não para ligado? Como resolver? 

Se você está ansioso para descobrir tudo sobre o assunto, não perca nenhuma parte deste conteúdo. 

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O que é DR ou IDR? 

Bom, antes de tudo, devemos lembrar que o dispositivo diferencial residual (DR) é um mecanismo que desarma em caso de uma fuga de corrente. Ou seja, fazendo uma analogia, é como se a corrente elétrica fosse uma água passando em uma tubulação e existisse um furo neste cano. 

Sendo assim, parte desta água não vai para onde deveria e você acaba perdendo água,certo? 

Já o DR seria um registro, ele percebe este vazamento e fecha de forma automática. Desse modo, do mesmo jeito que vaza água, pode vazar também energia. É o que chamamos de fuga de energia e isso é muito perigoso.

Neste conteúdo, você confere um guia completo sobre Disjuntor DR. Não deixe de conferir para entender tudo sobre o assunto!

IDR, ou dispositivo DR.

Porque ocorre fuga de energia? 

A fuga pode acontecer por vários motivos. No entanto, os mais comuns são problemas de isolamento dos cabos elétricos ou problemas nas emendas, principalmente em instalações elétricas mais antigas. 

Então, partindo do princípio que tem uma fuga na instalação que tenha um DR geral, ele não vai parar armado, ou seja, o problema de DR desarmando será constante. 

Você, como eletricista profissional, é chamado para ver a instalação e, no entanto, ao chegar, se depara com uma situação que não estava no planejamento.

Então a sua primeira reação é desligar todos os circuitos, inclusive o disjuntor geral, e na hora que você vai rearmar o DR, ele desarma novamente, isso com tudo desligado. 

Antes de mais nada, o que fazer nesta hora? Em vez de trocar o DR achando que está estragado, prefira aplicar o procedimento ATR — Analisar, Testar e Resolver.

Como fazer o procedimento ATR (Analisar, testar e resolver)? 

Antes de iniciar os testes, desconecte todas as cargas das tomadas, mantendo apenas os circuitos de iluminação conectados. Dessa forma, você reduz interferências e isola melhor a causa do desarme.

Em seguida, execute o procedimento a seguir:

PASSO 1 — Isolamento inicial:

Dirija-se ao quadro de distribuição e desligue todos os disjuntores de circuito e o DR, mantendo apenas o disjuntor geral ligado. Assim, você estabelece uma condição controlada para verificação.

PASSO 2 — Verificação do DR:

Religue somente o DR e observe se ele se mantém armado. Caso ele desarme, desligue o disjuntor geral e tente rearmar o DR novamente. Se o desarme persistir, avance para o passo seguinte.

Observação:
Se o DR permanecer ligado, religue o disjuntor geral e, consequentemente, reative os disjuntores dos circuitos um a um, a fim de identificar qual circuito apresenta fuga de corrente.

PASSO 3 — Teste no barramento de neutro:

Com todos os dispositivos ainda desligados, desconecte do barramento de neutro apenas o condutor neutro que retorna do DR e, então, tente rearmá-lo. Resultado: o DR permanece armado, o que indica que você pode prosseguir com a investigação específica do circuito suspeito.

Infográfico do procedimento ATR para DR desarmando: 1) no quadro, desligue todos os disjuntores e o DR (mantenha o geral ligado); 2) religue apenas o DR e observe o desarme; 3) com tudo desligado, desconecte o neutro do DR do barramento e tente rearmar; inclui observação para religar geral e circuitos um a um para achar a fuga.
Ilustração esquemática do procedimento ATR

FAQ – Perguntas Frequentes sobre DR desarmando

O que significa “DR desarmando” e quais são as causas mais comuns?

Em resumo, “DR desarmando” ocorre quando o dispositivo diferencial residual detecta fuga de corrente e abre o circuito para proteger pessoas e a instalação. Geralmente, você encontra como causas isolação danificada, umidade em caixas e pontos, emendas mal feitas e interligação indevida entre neutro e terra. Portanto, investigue primeiro esses itens.

O DR desarma mesmo com o disjuntor geral desligado. Por onde começo o diagnóstico?

Primeiro, isole o neutro: desconecte o neutro de saída do DR do barramento e tente rearmar. Em seguida, se o DR se mantiver ligado, reconecte os circuitos um a um até localizar o ramal com fuga. Por fim, atue no trecho identificado (emenda, umidade, isolação), evitando trocar o DR sem necessidade.

Como diferenciar fuga de corrente de curto-circuito ou sobrecarga?

De modo geral, o DR atua por fuga (diferença entre correntes); o disjuntor, por sua vez, atua em curto e sobrecarga. Se apenas o DR desarma, priorize investigar umidade, isolação e neutro/terra. Para confirmar, aplique inspeção visual e, quando cabível, teste com megômetro.

Por que o DR cai ao ligar o chuveiro e o que verificar primeiro?

Normalmente, o chuveiro reúne alta corrente e umidade, o que expõe falhas. Antes de culpar o DR, verifique resistência do chuveiro, terminais aquecidos/derretendo, bitola correta do cabo, isolação do circuito e infiltração no ponto. Assim, você corrige a causa raiz e evita novos disparos.

Ligações entre neutro e terra fazem o DR desarmar?

Sim. Na prática, neutro e terra se unem no ponto correto do sistema. Quando você cria interligações em quadros secundários, abre caminhos de retorno que o DR interpreta como fuga à terra. Como consequência, surgem desarmes recorrentes até você eliminar a ligação indevida.

Qual sensibilidade escolher: 30 mA, 100 mA ou 300 mA?

Como regra, use 30 mA para proteção de pessoas (tomadas e áreas molhadas). Já 100–300 mA funcionam como proteção complementar contra incêndio por fuga à terra em alimentações gerais ou setores específicos. Por fim, consulte o projeto para adequar a sensibilidade ao uso e à coordenação das proteções.

Como reduzir disparos recorrentes e manter o sistema confiável?

Para começar, setorize circuitos com fontes chaveadas e motores. Depois, refaça emendas, elimine umidade e dimensione corretamente cabos e conexões. Além disso, considere mais de um DR por setor em instalações extensas, acione o botão de teste “T” periodicamente e adote DPS para mitigar surtos em temporais.

Mas como saber se o DR atuou por fuga de corrente, curto ou sobrecarga? 

É exatamente isso que nosso especialista, André Mafra, conta para você no vídeo a seguir:

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Depois de toda essa aula sobre DR desarmando, temos certeza que você está pronto para se tornar o melhor eletricista profissional do mercado, não é verdade? 

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