Eletrofita é segura? Testamos na prática com base na NBR 5410 

eletrofita é segura

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A eletrofita, também chamada de fita condutora elétrica, tem chamado atenção por ser uma solução prática em instalações elétricas, principalmente quando o objetivo é evitar que os fios fiquem aparentes. Mas surge a grande dúvida: será que a eletrofita é realmente segura?

Neste artigo, vamos mostrar os testes que realizamos aqui na Engehall, de forma didática e com base na NBR 5410, a norma que rege instalações elétricas de baixa tensão no Brasil.

O que é a eletrofita?

A eletrofita é uma fita adesiva capaz de conduzir eletricidade. Em teoria, ela promete substituir cabos convencionais em determinadas aplicações, sendo aplicada diretamente em superfícies como paredes, móveis e divisórias. Além disso, o fabricante a apresenta como equivalente a um cabo de 2 mm², suportando até 20A em média.

Mas será que a eletrofita pode realmente desempenhar a função de um cabo elétrico comum com segurança? Para responder essa pergunta, realizamos testes práticos.

Antes de instalar uma eletrofita ou qualquer outro componente elétrico, não deixe de conferir nosso Guia Completo de Instalação Elétrica Residencial.

Como realizamos o teste de segurança na eletrofita? 

Antes de mais nada, é importante reforçar que a Engehall não é uma empresa certificadora. Por esse motivo, nossos testes têm caráter exclusivamente didático e são conduzidos por profissionais capacitados. Nesse sentido, a referência utilizada foi a própria NBR 5410, conhecida como a “Bíblia dos eletricistas” para saber se a eletrofita é segura.

O processo foi estruturado da seguinte forma:

  • Primeiro, consideramos a eletrofita como um cabo de 2,5 mm²;
  • Em seguida, aplicamos correntes em diferentes níveis: uso normal, sobrecarga moderada e sobrecarga extrema;
  • Por fim, monitoramos a temperatura e o comportamento físico da fita durante cada uma das etapas.

Resultados dos testes

1. Uso normal

Com corrente de aproximadamente 25A, a eletrofita se manteve segura e sua integridadenão teve alterações visíveis. Portanto, nesse primeiro cenário, não houve nenhum problema aparente.

2. Sobrecarga moderada

Já no segundo teste, elevamos a corrente para 50A. Em apenas 15 segundos, a temperatura subiu de 37°C para quase 62°C — um aumento rápido que, por sinal, não costuma ocorrer em cabos convencionais. Isso nos chamou bastante atenção em relação a segurança da eletrofita.

3. Sobrecarga extrema

Por fim, realizamos o teste destrutivo aplicando 120A. Nesse caso, em questão de segundos a temperatura chegou a 133°C, com emissão de fumaça e odor de queimado. Mesmo assim, após três minutos, embora a isolação estivesse completamente derretida, o condutor em si não chegou a romper.

Confira abaixo uma tabela ilustrativa com os resultados do teste, pronta para você dar um print e guardar sempre que precisar.

📊 Resultados dos testes — Eletrofita

Teste didático • Referência: NBR 5410
Uso normal
Corrente ≈ 25 A por ~15 s; temperatura inicial ~37 °C.
Resultado: sem alterações visíveis; integridade mantida.
⚠️
Sobrecarga moderada
Corrente 50 A por ~15 s; temperatura de 37 °C → ~62 °C.
Observação: aquecimento rápido (não usual em cabos convencionais).
🔥
Sobrecarga extrema (destrutivo)
Corrente 120 A por ~3 min; temperatura 133 °C (em segundos) e pico ~220 °C.
Efeitos: fumaça e isolação derretida; condutor não rompeu; sem propagação de chamas.
Nota: Testes com caráter didático conduzidos por profissionais capacitados da Engehall, usando a NBR 5410 como referência. Produto sem certificação não é recomendado para instalações convencionais.
Dica: toque e segure para fazer print da tela 📱

Conclusões da Engehall: A eletrofita é segura?

Apesar de não ter rompido durante os testes, a eletrofita apresentou sinais claros de aquecimento acelerado e derretimento da isolação em condições de sobrecarga. Assim, isso levanta dúvidas importantes sobre sua segurança a longo prazo.

Outro ponto relevante é que não encontramos certificações oficiais ou documentação técnica do fabricante. Portanto, para nós, isso já é motivo suficiente para não recomendar seu uso em instalações elétricas convencionais.

⚠️ Nossa posição é clara: não recomendamos a instalação de produtos que não tenham certificação dos órgãos competentes.

Por que usamos a NBR 5410 como referência?

Para analisar a segurança da eletrofita, utilizamos a NBR 5410 que estabelece os critérios de segurança em instalações de baixa tensão, como dimensionamento de cabos, dispositivos de proteção e condições de sobrecarga.

Assim, sem seguir essa norma, qualquer instalação elétrica fica exposta a riscos de aquecimento, choques elétricos e incêndios.

Quer aprender a executar testes e instalações com segurança?

Aqui na Engehall, além de conteúdos gratuitos como este, oferecemos o Curso de Eletricista Profissional, que ensina desde conceitos básicos até práticas avançadas de dimensionamento, instalações e manutenção elétrica.

Resumindo

  • A eletrofita se demonstrou segura em uso normal, mas se mostrou vulnerável em sobrecargas;
  • Além disso, não encontramos certificação ou informações técnicas suficientes sobre o produto;
  • Portanto, não recomendamos a aplicação de eletrofitas em instalações elétricas seguras.

Quer ver todos os detalhes na prática? Então assista, a seguir, ao nosso vídeo completo sobre o teste da eletrofita

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Lembrando que: qualquer dúvida, o nosso time está pronto para te ajudar. Um grande abraço e até a próxima!