Dimensionamento da CIPA: Guia Completo e Tabela Atualizada (2026)

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Muitas empresas têm dúvidas na hora de fazer o dimensionamento da CIPA. Essa insegurança é perigosa: a formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é obrigatória em diversos cenários e a falta de conformidade pode gerar multas que chegam a R$ 6.708,09. Se você também não sabe quantos membros a CIPA deve ter na sua empresa, este guia vai simplificar todo o processo. Aqui você vai aprender, passo a passo, como fazer o dimensionamento correto conforme a NR 5, evitar erros e manter sua empresa em dia com a lei.

Por que o dimensionamento da CIPA é tão importante?

Segundo dados oficiais do Radar SIT, o Brasil registra mais de mil acidentes de trabalho por dia. Além das perdas humanas irreparáveis, esses incidentes geram impactos financeiros e jurídicos enormes para as empresas. A CIPA é uma ferramenta estratégica para prevenir esses acidentes e criar uma cultura de segurança do trabalho. É por isso que a NR 5 estabelece parâmetros claros para a criação e funcionamento da comissão. No entanto, não basta criar a CIPA: é preciso que ela tenha o tamanho adequado para representar de forma equilibrada os riscos e o número de trabalhadores da empresa. É aí que entra o dimensionamento da CIPA.

Quando a empresa é obrigada a ter CIPA?

A obrigatoriedade depende de dois fatores:
  • Grau de risco da atividade econômica.
  • Quantidade de funcionários no estabelecimento. 
A NR 5 define cenários específicos em que a comissão deve ser criada e estruturada. De forma geral:
  • Grau de Risco 1: a partir de 81 funcionários.
  • Grau de Risco 2: a partir de 51 funcionários.
  • Grau de Risco 3 e 4: a partir de 20 funcionários. 
Quando a empresa não atinge esses números, mas ainda assim precisa adotar medidas preventivas, a norma prevê a nomeação de um representante interno para auxiliar nas ações de segurança. 🔗 Leia o Guia Completo da NR-05 e domine a norma 

Como fazer o dimensionamento da CIPA em 4 passos simples

O processo não é complicado, mas exige atenção para seguir a NR 5 corretamente.

1. Identifique o número de funcionários

O primeiro passo é confirmar, com o Departamento Pessoal ou RH, a quantidade exata de empregados no estabelecimento.

2. Descubra o CNAE e o setor econômico

A classificação econômica da empresa é feita pelo CNAE, código de 7 dígitos usado no CNPJ. Ele vai indicar qual atividade a empresa exerce.  🔗 Clique aqui para descobrir o CNAE de sua empresa. 

3. Consulte o grau de risco

Com o CNAE em mãos, veja o Quadro I da NR 4 (PDF⬇️). Essa tabela relaciona as atividades econômicas com o grau de risco correspondente (1 a 4). Exemplo: uma empresa de horticultura (CNAE 01.21-1) tem grau de risco 3. Tabela para identificar o Grau de Risco de uma empresa, de acordo com a NR-4 do MTE

4. Use o Quadro I da NR 5 para dimensionar a CIPA

Com o grau de risco e o número de funcionários, consulte a tabela oficial da NR 5 abaixo. Seguindo o exemplo da horticultura, com 50 funcionários e grau de risco 3, o Quadro I indica:
  • 1 membro efetivo e 1 suplente representando os empregados. 
Como a CIPA é paritária, você deve duplicar esse número para incluir os representantes do empregador:
  • 1 membro efetivo dos empregados + 1 membro efetivo do empregador;
  • 1 membro suplente dos empregados + 1 membro suplente do empregador. 
Total de membros: 4. Tabela descomplicada para o dimensionamento da CIPA, de acordo com a Norma Regulamentadora NR-05

Efetivo x Suplente: Qual a diferença?

  • Efetivo: participa ativamente das reuniões e decisões.
  • Suplente: substitui o efetivo quando necessário e acompanha as ações preventivas. 

E quando o dimensionamento indica que a CIPA não é obrigatória?

Se a tabela mostra que a empresa não precisa de comissão formal, a norma exige que:
  • Seja nomeado um representante interno para auxiliar nas ações de segurança.
  • Ou, quando houver SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho), as funções preventivas sejam atribuídas a ele. 
Isso vale para:
  • Grau de Risco 1: até 80 funcionários.
  • Grau de Risco 2: até 50 funcionários.
  • Grau de Risco 3 e 4: até 19 funcionários. 

Treinamento para os membros da CIPA

Depois do dimensionamento e da eleição dos membros, a empresa é obrigada a oferecer treinamento antes da posse. O conteúdo mínimo inclui:
  • Estudo do ambiente e riscos ocupacionais.
  • Noções de prevenção de acidentes e doenças.
  • Investigação e análise de acidentes.
  • Legislação trabalhista e previdenciária aplicada.
  • Organização e funcionamento da CIPA. 
Esse treinamento é essencial para que a comissão não seja apenas formal, mas atue de forma eficiente. ✅ Invista no melhor treinamento online de NR-05 para sua equipe agora

Conclusão: o dimensionamento é a base da CIPA eficaz

Calcular o tamanho correto da comissão é o primeiro passo para ter uma CIPA funcional e evitar penalidades. Seguindo a metodologia da NR 5, sua empresa garante conformidade legal, reduz riscos e cria um ambiente mais seguro para todos.   Perguntas Frequentes sobre o Dimensionamento da CIPA (FAQ)
  1. O que é o dimensionamento da CIPA? É o processo de definir quantos membros efetivos e suplentes a comissão deve ter, com base no número de funcionários e no grau de risco da empresa.
  2. Quando uma empresa é obrigada a ter CIPA? Depende do grau de risco e do número de empregados. Em empresas de grau 3 ou 4, a obrigatoriedade começa a partir de 20 funcionários.
  3. Quantos membros a CIPA precisa ter? A tabela da NR 5 define o número exato conforme porte e risco. A comissão deve ser paritária, com representantes do empregador e dos empregados.
  4. O que acontece se a empresa não tiver a CIPA quando é obrigatória? Além de multas que podem ultrapassar R$ 6 mil, a empresa pode ser responsabilizada em caso de acidentes.
  5. Como são escolhidos os membros da CIPA? Os representantes dos empregados são eleitos pelos próprios trabalhadores, enquanto os representantes do empregador são indicados pela empresa.
 
Marlon Pascoal Pinto_autor blog engehall_ Marlon Pascoal Pinto Responsável Técnico e Instrutor de Cursos de Capacitação em Segurança do Trabalho na Engehall. Além disso, possui formação técnica em Segurança Pública, graduação em Engenharia Elétrica e duas pós-graduações: uma em Engenharia de Segurança do Trabalho e outra em Higiene Ocupacional.