Padrão de Entrada de Energia: Como dimensionar do Jeito Fácil

Como DIMENSIONAR PADRÃO de ENTRADA do JEITO FÁCIL

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A dúvida sobre como dimensionar o padrão de entrada é muito comum em reformas e ampliações. Afinal, quando a carga de uma residência aumenta, o padrão antigo pode não suportar a nova demanda, exigindo ajustes.

Neste artigo, vamos mostrar um passo a passo prático, com base na NBR 5410, para calcular de forma correta e sem complicações.

Quando é preciso redimensionar o padrão de entrada?

Sempre que uma residência passa por reformas ou ampliações, a carga instalada pode aumentar. Por isso, o padrão de entrada precisa ser revisado para garantir segurança e eficiência.

Um exemplo clássico é o aumento de cômodos ou a instalação de equipamentos de maior potência, como chuveiros elétricos ou aparelhos de ar-condicionado. Nesse cenário, o dimensionamento adequado deixa de ser opcional e se torna indispensável.

Leia também: Como Dimensionar Disjuntor Geral garantindo a segurança.

Passo 1 – Determinar a corrente consumida

O primeiro passo é calcular a corrente elétrica que será consumida pelo equipamento. Para isso, vamos usar como exemplo um chuveiro de 7500W ligado em 220V.

A fórmula é simples:

Potência ÷ Tensão = Corrente

➡️ 7500W ÷ 220V = 34A

Dessa forma, sabemos que o chuveiro consome aproximadamente 34 amperes.

Passo 2 – Verificar a bitola do cabo

Com a corrente definida, precisamos consultar a Tabela 36 da NBR 5410.
No método de instalação B1, com dois condutores carregados (fase e neutro), o cabo adequado para suportar 34A é o cabo de 6mm², já que o de 4mm² suporta apenas 32A.

Portanto, o cálculo inicial indica que um cabo de 6mm² é suficiente. Contudo, ainda precisamos considerar outros fatores antes de confirmar a escolha.

Quatro cabos elétricos verdes com cobre exposto, dispostos lado a lado em diferentes bitolas, do maior para o menor.
A “bitola” se refere a espessura ou o diâmetro de um cabo.

Passo 3 – Considerar a temperatura do ambiente

Muitos profissionais confundem a temperatura ambiente da cidade com a temperatura de referência da instalação.

Segundo a NBR 5410, os cálculos partem da referência de 30°C no local da instalação (item 6.2.5.3.1).

  • Em residências comuns, geralmente esse fator é unitário.
  • Em locais com temperaturas elevadas, como padarias, ou muito baixas, como frigoríficos, é necessário aplicar o Fator de Correção de Temperatura (FCT).

📌 Exemplo:
Se o chuveiro for instalado em um ambiente a 40°C, logo, a capacidade do cabo elétrico deve ser multiplicada pelo fator 0,87, reduzindo a corrente suportada.

Assim, percebemos que a temperatura pode alterar completamente a escolha da bitola do cabo.

Passo 4 – Aplicar o fator de agrupamento

Outro ponto importante é o agrupamento de cabos no mesmo eletroduto.
Quando mais de um circuito compartilha o mesmo duto, a capacidade de condução de corrente diminui.

Caixa de passagem elétrica mostrando à esquerda um único cabo em um eletroduto exclusivo e à direita vários cabos agrupados no mesmo eletroduto.
Comparativo entre eletroduto exclusivo com apenas um circuito e eletroduto com vários cabos agrupados, destacando a diferença de instalação.

No caso de um chuveiro, hoje é comum ter um eletroduto exclusivo, mas em instalações antigas é frequente encontrar vários circuitos juntos.

📌 Exemplo de agrupamento:

  • Circuito 1: Iluminação → cabo de 1,5mm²
  • Circuito 2: Tomadas → cabo de 2,5mm²
  • Circuito 3: Chuveiro → cabo de 6mm²

Segundo a Tabela 42 da NBR 5410, para 3 circuitos agrupados, aplicamos o Fator de Agrupamento (FCA) = 0,7.

Ou seja, mesmo que o cálculo inicial pareça correto, o agrupamento pode exigir uma bitola maior.

Passo 5 – Calcular a corrente corrigida

Com os fatores aplicados, chegamos à corrente de projeto:

Ic = Ip × (FCT × FCA)

Substituindo os valores:

  • Ic = 34 × (1 × 0,7)
  • Ic = 49A

Logo, o cabo de 6mm² pode não ser suficiente se os fatores de correção não forem considerados.

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Conclusão

Para dimensionar corretamente o padrão de entrada, não basta calcular apenas a corrente elétrica e escolher a bitola do cabo. Além disso, é essencial avaliar:

  • Temperatura do ambiente
  • Agrupamento de circuitos
  • Normas técnicas (NBR 5410)

Portanto, seguir esses critérios garante uma instalação segura, eficiente e durável.

Em resumo, se você quer evitar erros e garantir qualidade, não ignore os fatores de correção.

Por isso, se você deseja se aprofundar mais, aprender com exemplos práticos e dominar de vez a arte da elétrica profissional, vale investir em um curso especializado.

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