EPI NR 35: Quais são os equipamentos obrigatórios para Trabalho em Altura?

Homem de EPI obrigatório usando equipamento de segurança, incluindo capacete, junto ao céu azul, destacando a importância dos EPIs obrigatórios.

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Olá, eu sou o Marlon Pascoal, Engenheiro Especialista em Segurança do Trabalho na Engehall. Precisamos entender, antes de mais nada, que a gravidade não perdoa falhas durante as atividades suspensas, pois qualquer descuido gera consequências graves. O uso correto do EPI NR 35 representa, de fato, a última barreira entre o profissional e um acidente fatal no canteiro de obras ou na indústria.

O empregador detém a obrigação legal de fornecer todos os equipamentos para trabalho em altura gratuitamente aos seus colaboradores. A empresa deve garantir, além disso, que cada item possua o Certificado de Aprovação (CA) válido e adequado ao risco específico da função. A segurança do trabalhador depende da qualidade desses materiais e do treinamento técnico recebido, acima de tudo.

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A lista oficial: EPIs essenciais da NR 35

A Norma Regulamentadora 35 estabelece requisitos muito rígidos para a seleção dos dispositivos de proteção. O profissional utiliza um sistema de proteção contra quedas composto por diversos elementos integrados, invariavelmente. Abaixo, eu listo os principais componentes que garantem a integridade física durante o trabalho em altura:

  • 1. Cinto de segurança tipo paraquedista: Este equipamento distribui a força do impacto por todo o corpo do trabalhador em caso de queda.
  • 2. Talabarte com absorvedor de energia: O dispositivo reduz o tranco da parada brusca, protegendo a coluna e os órgãos internos.
  • 3. Trava-quedas: O mecanismo trava o deslocamento imediatamente se detectar uma aceleração repentina no cabo de segurança.
  • 4. Capacete com jugular: A fita jugular impede que o capacete caia da cabeça do profissional caso ele escorregue ou sofra um impacto lateral.

Apresento uma tabela comparativa, dessa forma, para facilitar a compreensão das funções de cada EPI trabalho em altura e suas aplicações práticas no dia a dia operacional:

EquipamentoFunção PrincipalRequisito de Segurança
Cinto ParaquedistaRetenção e distribuição de cargaMínimo de 2 pontos de conexão
Talabarte DuploConexão contínua em estruturasAbsorvedor de energia integrado
Trava-quedas RetrátilBloqueio automático de quedaUso obrigatório em linhas de vida
Equipamentos de proteção para trabalho em altura exibidos, incluindo cinturão de segurança, talabarte com absorvedor de energia, trava-quedas, capacete com jugular e mosquetões, essenciais para prevenir acidentes.
Para não ter dúvidas: nessa imagem você consegue visualizar todos os EPIs citados na lista acima.

EPI para Eletricistas: Cuidado redobrado

O profissional que atua em postes ou subestações enfrenta perigos combinados que exigem atenção redobrada, por outro lado. O eletricista evita o uso de equipamentos NR 35 com partes metálicas expostas que possam conduzir eletricidade para o corpo, inclusive. A escolha correta do material dielétrico previne o arco elétrico e o choque fatal durante a manutenção certamente.

A gestão de segurança deve considerar a forte relação entre a NR 10 e a NR 35 para especificar os cintos adequados, analogamente. Os fabricantes desenvolvem modelos específicos com revestimento isolante nas fivelas e argolas sob esse mesmo ponto de vista. O técnico de segurança verifica sempre, portanto, se o cinto de segurança NR 35 atende às exigências de isolamento para serviços em eletricidade.

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Como inspecionar o seu EPI NR 35 antes do uso?

O trabalhador realiza uma inspeção visual rigorosa em todo o conjunto antes de iniciar qualquer subida diária. Ele procura ativamente por costuras soltas, cortes nas fitas ou sinais de desgaste químico causados por solventes. A norma oficial exige que o usuário descarte o equipamento imediatamente se encontrar qualquer deformação nas partes metálicas.

O profissional verifica também se o absorvedor de energia do talabarte permanece intacto e fechado. Se o EPI sofrer qualquer queda real, a empresa descarta o item na mesma hora, mesmo que ele pareça novo externamente. O impacto compromete as fibras internas do material de forma invisível, o que torna o uso posterior extremamente perigoso para a vida do colaborador.

Dúvidas Frequentes

Qual a validade de um EPI para trabalho em altura?

A validade do EPI depende da recomendação do fabricante e das condições de conservação, mas o Certificado de Aprovação (CA) deve estar sempre ativo. As empresas adotam o prazo de 5 anos para a substituição preventiva de cintos e talabartes geralmente.

O talabarte pode ser usado sem absorvedor de energia?

Não, a norma proíbe categoricamente o uso de talabartes sem absorvedor em situações onde o fator de queda seja maior que 0,5. O absorvedor protege o corpo contra lesões internas graves durante a desaceleração brusca da queda.

Quem deve pagar pelos equipamentos de proteção?

A empresa contratante assume todos os custos financeiros dos EPIs e fornece os equipamentos em perfeitas condições de uso. O trabalhador recebe, no entanto, o dever de zelar pela guarda e conservação diária dos itens.

Conclusão

Comprar o melhor EPI NR 35 do mercado não garante a vida do trabalhador se ele ignorar os procedimentos de ajuste, em resumo. O profissional veste o cinto de forma justa ao corpo e ajusta todas as fivelas para evitar o efeito chicote em uma eventual queda. O treinamento qualificado transforma o equipamento, consequentemente, em uma ferramenta real de sobrevivência.

A capacitação técnica ensina o trabalhador a identificar riscos que passam despercebidos por olhos destreinados, acima de tudo. Invista sempre em conhecimento e mantenha seus equipamentos revisados conforme as normas vigentes. Você garante um retorno seguro para casa após cada jornada de trabalho com essa atitude profissional.

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