Disjuntor Termomagnético: O Guia Técnico Definitivo para Eletricistas

modelos de disjuntores termomagnéticos

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Inegavelmente, se tem uma peça que não pode faltar em nenhum quadro de distribuição, é ele. Mas quando o cliente, curioso, pergunta: “Escuta, o que é exatamente esse disjuntor termomagnético?”, você sabe dar a resposta técnica que transmite autoridade?

Embora muitos profissionais instalem disjuntores todos os dias, surpreendentemente poucos dominam a teoria por trás do funcionamento interno desse dispositivo. Com efeito, é esse conhecimento que separa o “trocador de peças” do eletricista profissional de elite.

Por conseguinte, neste artigo, vamos explicar o funcionamento do disjuntor termomagnético, seus tipos, curvas e as diferenças cruciais para outros dispositivos de proteção, seguindo rigorosamente as normas da ABNT NBR 5410.

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O que é um Disjuntor Termomagnético?

Primeiramente, o disjuntor termomagnético (ou DTM) é o dispositivo de proteção padrão em instalações elétricas modernas. Visto que, como o próprio nome sugere, ele combina dois princípios físicos para proteger os condutores elétricos contra duas ameaças distintas:

  1. Proteção Térmica (Termo): Atua contra sobrecargas (por exemplo, quando você liga muitos aparelhos na mesma tomada).
  2. Proteção Magnética (Magnético): Atua contra curtos-circuitos (isto é, o contato direto entre fase e neutro/fase).

Aliás, o objetivo principal dele não é proteger o aparelho que está na tomada (embora ajude), mas sim proteger a fiação para que ela não derreta e cause um incêndio. Só para ilustrar, fabricantes líderes de mercado, como a WEG e a Schneider Electric, seguem padrões rigorosos de calibração para garantir essa segurança.

Como funciona um disjuntor termomagnético?

Sobretudo, entender como funciona um disjuntor termomagnético é essencial para diagnósticos precisos. Nesse sentido, ele possui dois “gatilhos” internos independentes:

1. O Elemento Térmico (Bimetal)

Só para exemplificar, imagine que a corrente nominal do circuito foi ultrapassada levemente. Ou seja, não é um estouro, mas sim um aquecimento gradual.

  • Ação: Dentro do disjuntor, existe uma lâmina feita de dois metais com coeficientes de dilatação diferentes (bimetal). Devido ao calor da sobrecarga, essa lâmina entorta lentamente até destravar o mecanismo.
  • Aplicação: Em suma, protege contra aquele banho demorado com chuveiro incompatível com a fiação.

2. O Elemento Magnético (Bobina)

Por outro lado, imagine que uma fase tocou no neutro. Inesperadamente, a corrente salta de 20A para 500A em milissegundos. Certamente, o bimetal seria muito lento para reagir.

  • Ação: Dessa forma, a corrente passa por uma bobina interna, criando um campo eletromagnético violento que puxa um pistão, desarmando o disjuntor instantaneamente.
  • Aplicação: Acima de tudo, evita explosões e danos severos à instalação.

Tipos de Disjuntores e Aplicações

Eventualmente, na hora de especificar, a quantidade de polos define a aplicação.

Disjuntor Monopolar (Unipolar)

  • Proteção: 1 Fase.
  • Uso: Principalmente em circuitos de iluminação e tomadas 127V. Segundo a norma, o neutro nunca deve ser seccionado isoladamente.

Disjuntor Bipolar Termomagnético

  • Proteção: 2 Fases.
  • Uso: Ideal para qual disjuntor para chuveiro 220V (Fase+Fase) ou, semelhantemente, instalações 220V monofásicas (Fase+Neutro) onde a concessionária exige o seccionamento do neutro.

Disjuntor Termomagnético Tripolar

  • Proteção: 3 Fases.
  • Uso: Alimentação de quadros de distribuição e motores elétricos trifásicos. Em indústrias, é comum associá-lo a um relé térmico ou, analogamente, usar um disjuntor-motor específico.

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As Curvas de Disparo: B, C e D

Não basta saber a amperagem; é provável que você precise saber a curva. (Confira nosso guia detalhado sobre Tabela de Curvas de Disjuntores: B, C ou D?).

  1. Curva B (3 a 5x In): A saber, para cargas resistivas (chuveiros, aquecedores). Portanto, mais sensível.
  2. Curva C (5 a 10x In): O “curinga”. Para uso geral, tomadas, lâmpadas fluorescentes/LED e, além disso, ideal para saber qual disjuntor para ar condicionado.
  3. Curva D (10 a 20x In): Finalmente, para grandes transformadores e motores com partida pesada.

Termomagnético vs. DR vs. DPS

Embora para o cliente leigo seja tudo “chave geral”, para você, eletricista, a distinção é vital:

DispositivoProtege o quê?Função
Disjuntor (DTM)FiaçãoEvita incêndios por aquecimento.
IDR / DRPessoasEvita choques elétricos fatais (fuga de corrente).
DPSEquipamentosEvita queima por raios ou surtos na rede.

Dica de Ouro: Por certo, um quadro seguro deve ter os três. Leia mais em nosso artigo sobre Quando instalar o dispositivo DR?.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual a função do disjuntor termomagnético?

Decerto, a função primordial é a proteção dos condutores elétricos. Isto é, se o cabo suporta 21A, o disjuntor deve ser de 20A para desarmar antes do cabo sofrer danos.

Posso substituir um disjuntor que vive caindo por um maior?

Jamais. Pois, se o disjuntor cai, ele está cumprindo seu papel. Aumentar o disjuntor sem trocar a fiação (“bitola”) coloca a instalação em risco iminente de incêndio. Portanto, sempre refaça o cálculo de demanda.

Nesse ínterim, se você está enfrentando problemas de seletividade na instalação, recomendo a leitura do nosso artigo sobre Disjuntor do padrão desarmando antes do disjuntor do QDC.

Conclusão

Em conclusão, o disjuntor termomagnético é a base da segurança elétrica. Desse modo, como profissional, seu dever é educar o cliente sobre a importância de usar marcas certificadas pelo INMETRO e dimensionar o circuito corretamente.

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