As siglas mais usadas na segurança do trabalho são SST (Segurança e Saúde no Trabalho), TST (Técnico em Segurança do Trabalho), PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), EPI e EPC (Equipamento de Proteção Individual e Coletiva), CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e SESMT (Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho). A tabela abaixo reúne mais de 60 siglas com significado e contexto de uso.
As três dúvidas mais frequentes
- Qual a sigla de técnico de segurança do trabalho? TST.
- Qual a sigla da área? SST, de Segurança e Saúde no Trabalho. Também aparece como SMS, de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, e como HSE em inglês.
- Perigo e risco são a mesma coisa? Não. Perigo é a fonte do dano. Risco é a probabilidade de o dano acontecer combinada com a gravidade.
Tabela de siglas da segurança do trabalho
Em ordem alfabética, com o contexto em que cada sigla aparece no dia a dia.
| Sigla | Significado | Onde aparece |
|---|---|---|
| ABNT | Associação Brasileira de Normas Técnicas | Normas técnicas complementares às NRs |
| AET | Análise Ergonômica do Trabalho | Ergonomia, NR-17 |
| APR | Análise Preliminar de Risco | Antes de iniciar tarefa não rotineira |
| ART | Anotação de Responsabilidade Técnica | Documento de engenheiro registrado no CREA |
| ASO | Atestado de Saúde Ocupacional | Medicina do trabalho, atesta apto ou inapto |
| AT | Acidente de Trabalho | Registro e estatística de sinistralidade |
| CA | Certificado de Aprovação | Número obrigatório em todo EPI válido |
| CAT | Comunicação de Acidente de Trabalho | Comunicação obrigatória ao INSS |
| CBO | Classificação Brasileira de Ocupações | Código do cargo em carteira. TST é 3516-05 |
| CIPA | Comissão Interna de Prevenção de Acidentes | NR-5, comissão paritária eleita |
| CIPATR | CIPA do Trabalho Rural | NR-31, atividades rurais |
| CLT | Consolidação das Leis do Trabalho | Base legal de toda a SST no Brasil |
| CNAE | Classificação Nacional de Atividades Econômicas | Define o grau de risco da empresa na NR-4 |
| CTPS | Carteira de Trabalho e Previdência Social | Registro do vínculo empregatício |
| DDS | Diálogo Diário de Segurança | Conversa curta no início do turno |
| DORT | Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho | Doença ocupacional ligada à ergonomia |
| DRT | Delegacia Regional do Trabalho | Nome antigo. Usado até hoje como sinônimo de registro profissional |
| EPC | Equipamento de Proteção Coletiva | Protege vários trabalhadores. Tem prioridade sobre o EPI |
| EPI | Equipamento de Proteção Individual | NR-6. Último recurso na hierarquia de controle |
| EPR | Equipamento de Proteção Respiratória | Subcategoria de EPI, com programa próprio |
| FAP | Fator Acidentário de Prevenção | Multiplicador que ajusta a alíquota do RAT conforme a sinistralidade |
| GR | Grau de Risco | Escala de 1 a 4 por CNAE, no Anexo I da NR-4 |
| GRO | Gerenciamento de Riscos Ocupacionais | Estratégia macro da NR-1, materializada no PGR |
| HSE | Health, Safety and Environment | Equivalente em inglês de SMS. Comum em multinacionais |
| IBUTG | Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo | Medição de exposição ao calor |
| INSS | Instituto Nacional do Seguro Social | Benefícios acidentários e aposentadoria especial |
| ISO 45001 | Norma internacional de sistema de gestão de SST | Certificação voluntária, não substitui as NRs |
| LER | Lesões por Esforços Repetitivos | Ligada a DORT e à ergonomia |
| LIP | Laudo de Insalubridade e Periculosidade | Caracteriza direito a adicional no salário |
| LTCAT | Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho | Finalidade previdenciária, aposentadoria especial |
| MTE | Ministério do Trabalho e Emprego | Publica as NRs e concede o registro do TST |
| NBR | Norma Brasileira, publicada pela ABNT | Requisitos técnicos citados pelas NRs |
| NR | Norma Regulamentadora | São 38, publicadas pelo MTE |
| NTEP | Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário | Presume relação entre doença e atividade da empresa |
| OIT | Organização Internacional do Trabalho | Convenções internacionais e estatísticas |
| OS | Ordem de Serviço | Comunica formalmente os riscos da função ao trabalhador |
| PAE | Plano de Atendimento a Emergências | Exigido em várias NRs de atividade de risco |
| PAIR | Perda Auditiva Induzida por Ruído | Doença ocupacional mais comum ligada a agente físico |
| PCA | Programa de Conservação Auditiva | Controle de exposição a ruído |
| PCMAT | Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Construção | Documento histórico da NR-18, absorvido pelo PGR |
| PCMSO | Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional | NR-7, sob responsabilidade do médico do trabalho |
| PGR | Programa de Gerenciamento de Riscos | NR-1. Substituiu o PPRA. Inventário de riscos e plano de ação |
| PPP | Perfil Profissiográfico Previdenciário | Histórico de exposição do trabalhador, para o INSS |
| PPRA | Programa de Prevenção de Riscos Ambientais | Documento histórico, substituído pelo PGR |
| PT | Permissão de Trabalho | Autorização formal para atividade crítica |
| QBRN | Químico, Biológico, Radiológico e Nuclear | Emergências com materiais perigosos |
| RAT | Riscos Ambientais do Trabalho | Contribuição previdenciária ajustada pelo FAP |
| SAT | Seguro de Acidentes do Trabalho | Nome tradicional da contribuição hoje chamada RAT |
| SESMT | Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho | NR-4. Equipe técnica da empresa |
| SGSST | Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho | Estrutura de gestão, referência na ISO 45001 |
| SIPAT | Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho | Campanha anual organizada pela CIPA |
| SMS | Segurança, Meio Ambiente e Saúde | Nome do departamento integrado. Equivale a HSE |
| SST | Segurança e Saúde no Trabalho | Nome oficial da área |
| TST | Técnico em Segurança do Trabalho | A sigla mais buscada da área. Também designa o Tribunal Superior do Trabalho, em outro contexto |
| eSocial | Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas | Envio dos eventos de SST ao governo |
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Perigo e risco: a diferença que mais confunde
É a distinção mais cobrada em prova e a mais trocada no dia a dia. A regra é simples: perigo é a fonte, risco é a chance de o dano acontecer.
| Conceito | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Perigo | Fonte ou situação com potencial de causar dano. É intrínseco e existe mesmo sem ninguém por perto | Engrenagem exposta. Produto químico tóxico no frasco fechado |
| Risco | Probabilidade de o perigo causar o dano, combinada com a gravidade. Depende da exposição | Aproximar a mão da engrenagem em movimento. Manusear o produto sem proteção |
A consequência prática: você elimina o perigo ou controla o risco. Enclausurar a engrenagem elimina o perigo. Treinar o operador e exigir EPI reduz o risco, mas o perigo continua ali. É por isso que a NR-1 estabelece prioridade de eliminação antes de qualquer medida de proteção.
Os cinco grupos de agentes de risco
- Físicos: ruído, vibração, temperaturas extremas, pressões anormais, radiações ionizantes e não ionizantes.
- Químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases e vapores, que penetram por via respiratória, pela pele ou por ingestão.
- Biológicos: bactérias, vírus, fungos, parasitas e bacilos.
- Ergonômicos: levantamento de peso, postura inadequada, repetitividade, ritmo excessivo, monotonia e, na abordagem atual, os riscos psicossociais.
- De acidente ou mecânicos: máquinas sem proteção, arranjo físico inadequado, eletricidade, incêndio, explosão e queda.
Uma atualização importante que ainda não chegou a muito material antigo: a NR-1 incorporou os riscos psicossociais ao gerenciamento de riscos. Assédio, metas inatingíveis e jornada excessiva passaram a ser objeto de inventário e plano de ação, e não mais assunto exclusivo do RH.
Termos que merecem explicação além da sigla
EPC e EPI: a ordem importa
EPC é qualquer dispositivo, sistema ou meio, fixo ou móvel, instalado no local de trabalho para proteger um ou mais trabalhadores ao mesmo tempo. Enclausuramento acústico, sistema de exaustão, guarda-corpo e proteção de máquina são exemplos.
EPI é o dispositivo de uso individual, fornecido gratuitamente pelo empregador, com Certificado de Aprovação válido, e acompanhado de treinamento sobre uso, guarda e conservação, conforme a NR-6.
Na hierarquia de controle, o EPC tem prioridade. O EPI é o último recurso, para quando não é possível eliminar o risco nem controlá-lo coletivamente. Empresa que resolve tudo com EPI está tratando sintoma.
GRO, PGR e PPRA
O GRO é o conjunto macro de ações de prevenção estabelecido pela NR-1. Ele se materializa no PGR, que é o documento composto por inventário de riscos e plano de ação. O PPRA é o programa anterior, substituído pelo PGR.
A diferença não é só de nome. O PPRA olhava para riscos ambientais em avaliações periódicas. O PGR é de gestão contínua e abrange todos os riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais. Detalhes em PGR na prática e em a migração do PPRA para o PGR.
LTCAT, LIP e PPP: três documentos que se confundem
- LTCAT: finalidade exclusivamente previdenciária. Registra agentes nocivos para aposentadoria especial no INSS.
- LIP: finalidade trabalhista. Caracteriza insalubridade e periculosidade para pagamento de adicional no salário.
- PPP: documento individual do trabalhador, com o histórico de exposição ao longo do vínculo, alimentado pelos dois anteriores.
Usar o PGR no lugar do LTCAT é um dos erros mais caros da gestão documental, porque só aparece anos depois, quando o ex-empregado pede a aposentadoria. Detalhes em LTCAT e a diferença para o LIP.
Insalubridade e periculosidade
Insalubridade é a exposição a agente nocivo à saúde acima do limite de tolerância. Gera adicional de 10%, 20% ou 40% conforme o grau, calculado sobre o salário mínimo, salvo previsão mais favorável em norma coletiva.
Periculosidade é a exposição permanente a risco de morte iminente, como inflamáveis, explosivos, energia elétrica e segurança pessoal. Gera adicional de 30% sobre o salário base.
Os dois não são cumulativos: o trabalhador opta pelo mais vantajoso. E a caracterização exige perícia de médico do trabalho ou engenheiro do trabalho, conforme o artigo 195 da CLT. Veja insalubridade e periculosidade.
SAT, RAT e FAP
RAT é a contribuição previdenciária destinada ao financiamento dos benefícios acidentários, historicamente chamada de SAT. A alíquota depende do grau de risco da atividade.
O FAP é o multiplicador que ajusta essa alíquota conforme o histórico de acidentes da própria empresa. Empresa com sinistralidade baixa paga menos; empresa com muitos afastamentos paga mais, por anos. É o mecanismo que transforma prevenção em economia direta. Detalhes em SAT e a responsabilidade dos gestores.
CAT e ASO
A CAT comunica ao INSS a ocorrência de acidente de trabalho ou doença ocupacional, e a emissão é obrigação do empregador, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. Em caso de óbito, a comunicação é imediata.
O ASO é emitido pelo médico após cada exame ocupacional, admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de risco ou demissional, e atesta se o trabalhador está apto ou inapto para a função.
SESMT e CIPA
O SESMT, Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho, é a equipe técnica contratada: técnico de segurança, engenheiro de segurança, médico do trabalho, enfermeiro do trabalho e auxiliar ou técnico de enfermagem. O dimensionamento vem da NR-4 e cruza grau de risco com número de trabalhadores.
A CIPA é outra coisa: comissão paritária formada por representantes eleitos dos empregados e por indicados do empregador, regida pela NR-5, sem exigência de formação técnica. Detalhes em o que é SESMT e em CIPA e segurança do trabalho.
Perguntas frequentes sobre siglas e termos de SST
Qual é a sigla de técnico de segurança do trabalho?
Quais são as principais siglas de segurança do trabalho?
O que é EPC na segurança do trabalho?
Qual a diferença entre perigo e risco?
Quais são os cinco grupos de agentes de risco?
O que significa HSE e SMS?
O que é PGR na segurança do trabalho?
Qual a diferença entre LTCAT e LIP?
Conclusão
O vocabulário da segurança do trabalho parece hermético porque nasceu em três lugares diferentes: no texto das normas, na linguagem previdenciária e no jargão da engenharia. Cada um trouxe suas siglas, e elas convivem sem tradução.
Dominar esses termos não é decorar tabela. É entender a lógica por trás deles, que é sempre a mesma: identificar o perigo, avaliar o risco, controlar na ordem certa de prioridade e documentar o que foi feito.
Se você está começando na área, o panorama completo está no guia sobre segurança do trabalho, e a rotina de quem aplica isso no dia a dia está no guia sobre o que faz o técnico em segurança do trabalho.
Do vocabulário à profissão
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