Engenheiro Eletricista e de Segurança do Trabalho, CREA-MG 172.438/D. Atualizado em setembro/2026.
A NR 6 é a Norma Regulamentadora que define o que é Equipamento de Proteção Individual (EPI) e estabelece as regras para aprovação, venda, fornecimento e uso desses equipamentos no Brasil. O texto vigente em 2026 é o aprovado pela Portaria MTP nº 2.175/2022, em vigor desde fevereiro de 2023, com ajustes da Portaria MTP nº 4.219/2022 e da Portaria MTE nº 57/2025. Neste guia você encontra o que a norma exige da empresa e do trabalhador, como funciona o Certificado de Aprovação (CA), a lista de EPIs do Anexo I e o que a NR 6 diz sobre treinamento, validade e carga horária.
| Resumo da NR 6 em 2026 | |
|---|---|
| 📜 Texto vigente | Redação da Portaria MTP nº 2.175, de 28/07/2022 (DOU de 05/08/2022), em vigor desde fevereiro de 2023 |
| 📅 Última alteração | Portaria MTE nº 57, de 16/01/2025 (item 6.9.4, sobre cessão de uso do CA) |
| 🦺 O que regula | Aprovação, comercialização, fornecimento e utilização de EPI |
| 🏢 A quem se aplica | Organizações que adquirem EPI, trabalhadores que usam, fabricantes e importadores |
| 💰 Quem paga o EPI | A organização. O fornecimento ao empregado é gratuito (item 6.5.1, alínea c) |
| ✅ Condição para venda e uso | EPI com indicação do Certificado de Aprovação (CA) |
| 🎓 Treinamento | Orientar e treinar o empregado é obrigação da organização (itens 6.5.1 e 6.7) |
| ⏱️ Validade e carga horária do treinamento | A NR 6 não fixa prazo nem carga horária. Valem as regras gerais da NR 1 e a definição da organização |
| 📋 Anexo I | Lista os EPIs em 9 grupos, de A a I, conforme a parte do corpo protegida |
O que é a NR 06 e qual sua função principal?
A NR 6 (também escrita NR-06) trata de um único assunto: o Equipamento de Proteção Individual. O objetivo declarado da norma é estabelecer os requisitos para aprovação, comercialização, fornecimento e utilização de EPI. Ela vale para três públicos ao mesmo tempo: as organizações que compram EPI, os trabalhadores que usam e os fabricantes e importadores que colocam o equipamento no mercado.
O Ministério do Trabalho editou a NR 6 em 1978, pela Portaria MTb nº 3.214, para regulamentar os artigos 166 e 167 da CLT. O artigo 166 obriga a empresa a fornecer EPI gratuitamente quando as medidas gerais não protegem por completo. O artigo 167 condiciona a venda e o uso do EPI ao Certificado de Aprovação. A NR 6 é classificada como norma especial: aplica-se a qualquer setor em que haja trabalho com uso de EPI, sem depender de atividade econômica específica.
Para que serve a NR 6 na prática
- Define o que pode ser chamado de EPI: só o que está na lista do Anexo I.
- Garante que o equipamento foi avaliado antes de chegar ao trabalhador, por meio do CA.
- Divide as responsabilidades entre organização, trabalhador, fabricante e importador.
- Exige que o trabalhador seja orientado e treinado para usar, ajustar, limpar e guardar o equipamento.

NR 6 atualizada: qual é o texto vigente e o que mudou
Quem busca a NR 6 atualizada precisa de duas informações: qual portaria deu a redação atual e quais ajustes vieram depois. A norma foi reescrita por inteiro em 2022 e recebeu duas alterações pontuais desde então.
| Portaria | O que fez | Situação |
|---|---|---|
| 📜 Portaria MTP nº 2.175, de 28/07/2022 | Aprovou a nova redação completa da NR 6 e revogou as portarias anteriores | Publicada no DOU de 05/08/2022. Em vigor 180 dias depois, em fevereiro de 2023 |
| 👥 Portaria MTP nº 4.219, de 20/12/2022 | Ajustou o item 6.5.2.2 para o novo nome da CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio | Em vigor |
| 📅 Portaria MTE nº 57, de 16/01/2025 | Alterou o item 6.9.4: proíbe que um fabricante ou importador ceda o uso do seu CA a outro | Última modificação registrada pelo MTE |
Pontos do texto vigente que mais geram dúvida
- EPI ligado ao gerenciamento de riscos. O fornecimento segue as situações previstas na NR 1 e respeita a hierarquia das medidas de prevenção. O EPI entra depois das medidas coletivas e administrativas.
- Seleção do EPI registrada. A escolha precisa ficar documentada e pode integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Quem é dispensado de PGR mantém um registro das atividades e dos EPIs de cada uma.
- Quem participa da escolha. A organização seleciona o EPI com participação do SESMT, quando houver, depois de ouvir os empregados usuários e a CIPA ou o nomeado.
- Registro de entrega. Pode ser feito em livro, ficha ou sistema eletrônico, inclusive biométrico. O sistema eletrônico precisa permitir a extração de relatórios.
- Trabalhador que usa óculos de grau. A seleção deve prever óculos de segurança de sobrepor ou a adaptação do EPI, sem custo para o empregado.
- Capítulo próprio de treinamento e informação. O item 6.7 lista o que a organização tem de informar na entrega do EPI e quando o treinamento é exigido.
- Manual do EPI em meio eletrônico. É permitido, desde que a embalagem ou o próprio equipamento tragam as informações mínimas e o acesso ao manual completo.
- Limpeza e higienização não são a mesma coisa. O glossário separa a limpeza comum, que cabe ao trabalhador, da higienização com procedimento específico, que cabe à organização.
Onde baixar a NR 6 em PDF: o texto oficial e atualizado fica no portal do Ministério do Trabalho e Emprego. Acesse a página da NR 6 no gov.br ou abra direto o PDF da NR 6 atualizada. Desconfie de arquivos de outros sites com redação anterior a 2022: a numeração dos itens mudou.
O que a lei define como Equipamento de Proteção Individual (EPI)?
Pelo item 6.3.1, EPI é o dispositivo ou produto de uso individual, utilizado pelo trabalhador, “concebido e fabricado para oferecer proteção contra os riscos ocupacionais” do ambiente de trabalho, conforme a lista do Anexo I. Dois pontos saem dessa definição. O primeiro: o uso é individual. O segundo: só é EPI o que está no Anexo I. Uniforme comum, protetor solar e colete refletivo, por exemplo, não constam da lista.
A norma também reconhece o Equipamento Conjugado de Proteção Individual: vários dispositivos que o fabricante reuniu em um só produto para proteger contra um ou mais riscos. É o caso de um capacete com protetor facial e protetor auditivo acoplados.
EPI e EPC: qual a diferença e qual vem primeiro
O EPI não é a primeira barreira. A NR 1 estabelece uma ordem: primeiro eliminar ou reduzir o risco na fonte, depois adotar proteção coletiva, depois medidas administrativas ou de organização do trabalho. O EPI entra quando essas medidas são inviáveis, insuficientes, ainda estão em implantação, ou em caráter complementar ou emergencial.
| EPI | EPC | |
|---|---|---|
| 👤 Quem protege | Um trabalhador por vez | Todos os expostos ao risco |
| 🦺 Exemplos | Capacete, luva, respirador, protetor auditivo, cinturão de segurança | Guarda-corpo, exaustão, enclausuramento de máquina, barreira e sinalização |
| 📋 Ordem de adoção | Depois das medidas coletivas e administrativas | Antes do EPI |
| ✅ Exigência formal | Precisa de CA e constar no Anexo I da NR 6 | Não tem CA. Segue a NR 1 e as normas de cada atividade |
Essa lógica faz parte da gestão de Segurança do Trabalho como um todo: o EPI reduz a consequência de uma exposição que as outras medidas não conseguiram eliminar.
Responsabilidades: o papel do empregador e do empregado
O texto vigente usa o termo organização no lugar de empregador, em linha com a NR 1. As obrigações de cada parte estão nos itens 6.5.1 e 6.6.1.
| 🏢 Organização (item 6.5.1) | 👤 Trabalhador (item 6.6.1) |
|---|---|
| Adquirir somente EPI aprovado, com CA | Usar o EPI fornecido pela organização |
| Orientar e treinar o empregado | Utilizar apenas para a finalidade a que se destina |
| Fornecer gratuitamente EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento | Responsabilizar-se pela limpeza, guarda e conservação |
| Registrar o fornecimento em livro, ficha ou sistema eletrônico, inclusive biométrico | Comunicar extravio, dano ou qualquer alteração que torne o EPI impróprio para uso |
| Exigir o uso | Cumprir as determinações da organização sobre o uso adequado |
| Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica, quando aplicáveis | |
| Substituir imediatamente quando danificado ou extraviado | |
| Comunicar ao órgão nacional competente qualquer irregularidade observada |
Quem paga o EPI? A organização. O fornecimento é gratuito e a norma não abre exceção para desconto em folha do equipamento entregue em condições normais. A devolução do EPI no desligamento não está na NR 6. Ela pode constar em procedimento interno da empresa, desde que o trabalhador seja informado.
EPI descartável e creme de proteção: quando o registro individual de entrega for inviável, a organização deve manter o produto disponível na embalagem original, em quantidade suficiente, nos locais de trabalho. Sem a embalagem original, o ponto de fornecimento precisa exibir identificação do produto, fabricante ou importador, lote, validade e CA.
Pacotes para equipes com certificados válidos, gestão por matriz e filiais e documentação pronta para auditoria. Inclui NR 1, NR 5, NR 6, NR 10, NR 12, NR 17, NR 18, NR 20, NR 23, NR 33 e NR 35.
Falar com um consultor de empresasResponsabilidade dos fabricantes e importadores
Pelo item 6.8.1, cabe a quem fabrica ou importa o EPI:
- comercializar somente EPI com CA emitido pelo órgão nacional competente em segurança e saúde no trabalho;
- entregar manual de instruções em língua portuguesa, com orientações de uso, manutenção, limpeza, higienização e restrições;
- aplicar no equipamento as marcações obrigatórias: nome comercial do fabricante ou importador, lote de fabricação e número do CA;
- manter a qualidade do EPI que deu origem ao CA;
- adaptar o EPI para pessoas com deficiência, quando solicitado e tecnicamente possível, sem perder a eficácia. Essa adaptação não exige novo CA.
Quando houver limite de higienizações, o fabricante deve informar o número a partir do qual a proteção original não é mais garantida e o equipamento precisa ser trocado.
Treinamento de NR 6: é obrigatório, tem validade e carga horária?
Orientar e treinar o empregado é obrigação expressa da organização. O capítulo 6.7 detalha o que isso significa. Na entrega de qualquer EPI, a organização deve garantir que o trabalhador receba informações sobre:
- descrição do equipamento e de seus componentes;
- risco ocupacional contra o qual o EPI protege;
- restrições e limitações de proteção;
- forma adequada de uso e ajuste;
- manutenção e substituição;
- cuidados de limpeza, higienização, guarda e conservação.
Além da informação, a organização deve realizar treinamento quando as características do EPI exigirem, considerando a atividade e o que outras normas determinam. Respiradores e cinturões de segurança são exemplos típicos: não basta entregar, é preciso ensinar ajuste, inspeção e limites.
| Dúvida | O que vale |
|---|---|
| 📅 Validade do treinamento | A NR 6 não fixa prazo. Pela NR 1, quando a norma específica não define periodicidade, o prazo é determinado pelo empregador. No mercado, é comum renovar a cada 1 ou 2 anos |
| ⏱️ Carga horária | A NR 6 não define carga horária mínima. O curso de NR 6 da Engehall tem 4 horas |
| 🔄 Quando treinar de novo | Na admissão, quando o trabalhador recebe um EPI que ainda não usou, quando muda de função ou de risco e na periodicidade definida pela empresa |
| 💻 Treinamento online | É aceito, desde que cumpra os requisitos de ensino a distância do Anexo II da NR 1 |
| 📋 O que o certificado precisa ter | Nome e assinatura do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável técnico |
Marlon Pascoal Pinto, Engenheiro de Segurança do Trabalho, CREA-MG 172.438/D
A ficha de EPI assinada, sozinha, não prova que o trabalhador foi orientado. Em fiscalização ou perícia, o que sustenta a empresa é o conjunto: seleção do EPI registrada no PGR, ficha de entrega com CA e lote, e comprovante de treinamento com conteúdo, carga horária e responsável técnico. Se faltar uma dessas peças, a entrega do equipamento perde força como prova.
Para cumprir essa parte com certificado dentro dos requisitos da NR 1, veja o treinamento de NR 6 online da Engehall.
Quais são os principais EPIs? (Lista Anexo I)
O Anexo I da NR 6 organiza os equipamentos em nove grupos, identificados pelas letras A a I, conforme a parte do corpo protegida. Dentro de cada grupo, o EPI é descrito pelo risco contra o qual protege. É essa descrição que aparece no CA.
| Grupo do Anexo I | EPIs listados | Riscos típicos |
|---|---|---|
| A. Cabeça | Capacete, capuz ou balaclava | Impacto de objetos, choque elétrico, agentes térmicos e químicos |
| B. Olhos e face | Óculos, protetor facial, máscara de solda | Partículas volantes, luminosidade intensa, radiação ultravioleta e infravermelha |
| C. Proteção auditiva | Protetor circum-auricular (concha), de inserção (plugue) e semiauricular | Ruído acima dos limites da NR 15 |
| D. Proteção respiratória | Peças filtrantes PFF1, PFF2 e PFF3, respiradores com filtro, respirador motorizado, linha de ar comprimido, máscara autônoma e respirador de fuga | Poeiras, névoas, fumos, gases, vapores e atmosferas IPVS |
| E. Tronco | Vestimentas de proteção e colete à prova de balas para vigilantes | Agentes térmicos, mecânicos, químicos, radiação ionizante e umidade |
| F. Membros superiores | Luvas, creme protetor, manga, braçadeira e dedeira | Corte, perfuração, abrasão, choque elétrico, agentes químicos, biológicos, térmicos e vibração |
| G. Membros inferiores | Calçado, meia, perneira e calça | Queda de objetos sobre os pés, choque elétrico, corte, agentes químicos, térmicos e umidade |
| H. Corpo inteiro | Macacão e vestimenta de corpo inteiro, incluindo a vestimenta condutiva | Agentes térmicos e químicos, choque elétrico e umidade |
| I. Quedas com diferença de nível | Cinturão de segurança com dispositivo trava-queda e cinturão de segurança com talabarte | Queda em trabalho em altura e no posicionamento |
Um detalhe do grupo I costuma passar despercebido: o que a NR 6 classifica como EPI é o cinturão de segurança em conjunto com o trava-queda ou com o talabarte. Os modelos compatíveis são os indicados no CA do cinturão. O ponto e o dispositivo de ancoragem fazem parte do sistema de proteção contra quedas tratado na NR 35. Veja o guia de EPI para trabalho em altura na NR 35.
Produtos que não estão no Anexo I só passam a ser EPI depois de avaliação do órgão nacional competente em segurança e saúde no trabalho, a pedido dos interessados.

Cinco cuidados para o EPI durar o que o fabricante promete
- Siga o manual do fabricante. É nele que estão o modo de ajuste, as restrições e os produtos de limpeza permitidos.
- Limpe ao fim do turno. Suor, poeira e resíduo químico degradam o material sem dar sinal. Respeite o limite de higienizações informado pelo fabricante.
- Use só no trabalho. Todo equipamento tem vida útil. Uso fora do expediente encurta esse prazo e dificulta identificar lote com defeito.
- Guarde em local adequado. Evite umidade, calor excessivo, sol direto e contato com objetos cortantes.
- Inspecione antes de usar e acompanhe a validade. Trinca, deformação, costura solta ou elástico frouxo pedem troca imediata, mesmo dentro do prazo.
Certificado de Aprovação (CA): o que é e como funciona a validade
O CA é o documento emitido pelo órgão nacional competente em segurança e saúde no trabalho, hoje na estrutura do Ministério do Trabalho e Emprego, que autoriza a comercialização e o uso do EPI no país. Sem a indicação do CA, o equipamento não pode ser vendido nem usado como EPI.
| ✅ Validade do CA | ⏱️ Validade do EPI |
|---|---|
| Prazo em que o fabricante ou importador pode comercializar aquele modelo. Está vinculada ao prazo da avaliação da conformidade | Vida útil do produto, informada pelo fabricante ou importador |
| O EPI precisa ser comercializado com o CA válido | Depois de comprado, vale o prazo de validade do equipamento e as condições de armazenamento indicadas |
| Conferida na consulta pública de CA do MTE, pelo número gravado no equipamento | Conferida na etiqueta, na embalagem ou no manual. Dano visível exige troca antes do prazo |
Todo EPI deve trazer, em caracteres indeléveis, legíveis e visíveis, o nome comercial do fabricante ou importador, o lote de fabricação e o número do CA. Desde janeiro de 2025, a norma também proíbe que o titular de um CA ceda o uso do certificado para outro fabricante ou importador. Cada um precisa obter o seu.
Como escolher um EPI corretamente?
Preço e disponibilidade não são critérios da norma. O item 6.5.2 lista o que a organização deve considerar na seleção, e essa seleção precisa ficar registrada.
| Critério de seleção | Na prática |
|---|---|
| 🛠️ Atividade exercida | O que o trabalhador faz, com que frequência e por quanto tempo |
| ⚠️ Perigos identificados e riscos avaliados | O inventário de riscos do PGR é o ponto de partida |
| 📋 Anexo I | O EPI escolhido precisa existir na lista para aquele risco |
| 🎯 Eficácia necessária | Nível de atenuação, classe do filtro, classe de tensão da luva e assim por diante |
| 📜 Outras normas e leis | NR 10, NR 33, NR 35 e outras trazem exigências próprias de EPI |
| 👤 Adequação e conforto | Tamanho e ajuste ao usuário, segundo avaliação do conjunto de empregados |
| 🔗 Compatibilidade | Quando vários EPIs são usados juntos, um não pode anular a proteção do outro |
Os riscos ocupacionais costumam ser agrupados em cinco classes: físicos (ruído, calor, frio, radiações, vibração), químicos (poeiras, fumos, névoas, gases e vapores), biológicos (vírus, bactérias, fungos), ergonômicos e de acidentes (máquinas sem proteção, queda de objetos, eletricidade). O EPI responde principalmente aos três primeiros e aos de acidentes. Risco ergonômico se trata com organização do trabalho, mobiliário e pausas.
Desconforto extremo não é normal. Quase sempre indica tamanho errado ou ajuste incorreto, o que reduz a proteção e leva o trabalhador a tirar o equipamento. O trabalhador deve comunicar o problema, e a organização deve reavaliar o modelo.
O que acontece se eu não obedecer a NR-06?
- Autuação e multa. A Inspeção do Trabalho pode autuar a empresa, com multas graduadas pela NR 28 conforme a infração e o número de empregados. Em risco grave e iminente, o auditor pode interditar máquina, setor ou estabelecimento.
- Passivo trabalhista. Falha no fornecimento, no treinamento ou na exigência de uso pode fundamentar condenação em adicional de insalubridade ou periculosidade e indenizações.
- Responsabilidade civil. Em acidente ou doença ocupacional ligados à falta de EPI adequado, a empresa pode responder por danos materiais, morais e estéticos.
- Responsabilidade criminal. Em casos de lesão grave ou morte, sócios, gestores e responsáveis pela segurança podem responder por ação ou omissão.
- Custos previdenciários. O INSS pode mover ação regressiva para reaver benefícios pagos, e o histórico de acidentes pesa no Fator Acidentário de Prevenção (FAP).
Para o trabalhador, a recusa injustificada em usar o EPI fornecido é descumprimento de obrigação prevista na norma e pode gerar medida disciplinar.
EPI não substitui gestão de risco. Na nossa experiência com treinamento de equipes, o problema raramente é falta de equipamento. É EPI escolhido sem ouvir quem usa, entregue sem orientação e sem registro. A NR 6 vigente pede justamente o contrário: seleção documentada, trabalhador ouvido e informação na entrega.
Um resumo da norma para consultar, imprimir ou usar como apoio em treinamentos e DDS sobre EPI.
Baixar o e-book da NR 6Perguntas frequentes sobre a NR 06 e EPI (FAQ)
O que é a NR 6 e para que serve?
A NR 6 é a Norma Regulamentadora sobre Equipamento de Proteção Individual. Ela estabelece os requisitos para aprovação, comercialização, fornecimento e utilização de EPI e define as responsabilidades da organização, do trabalhador, dos fabricantes e dos importadores.
Qual é a NR 6 atualizada em 2026?
É o texto aprovado pela Portaria MTP nº 2.175, de 28 de julho de 2022, em vigor desde fevereiro de 2023, com as alterações da Portaria MTP nº 4.219/2022 e da Portaria MTE nº 57, de 16 de janeiro de 2025, que é a última modificação registrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O treinamento de NR 6 tem validade?
A NR 6 não fixa prazo de validade para o treinamento. Pela NR 1, quando a norma específica não define periodicidade, o prazo é determinado pelo empregador. No mercado, é comum renovar a cada 1 ou 2 anos, além de treinar na admissão e sempre que houver EPI novo, mudança de função ou de risco.
Qual a carga horária do treinamento de NR 6?
A NR 6 não define carga horária mínima. Cada instituição ou empresa estabelece a duração conforme o conteúdo e os EPIs envolvidos. O curso de NR 6 da Engehall tem 4 horas.
Quem paga o EPI: a empresa ou o funcionário?
A empresa. A NR 6 determina que a organização forneça ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, e que o substitua imediatamente quando for danificado ou extraviado.
Qual a diferença entre EPI e EPC?
O EPI protege um trabalhador por vez, como capacete, luva e respirador. O EPC protege todos os expostos, como guarda-corpo, exaustão e enclausuramento de máquina. A proteção coletiva tem prioridade. O EPI é adotado quando as medidas coletivas são inviáveis, insuficientes, estão em implantação ou em caráter complementar ou emergencial.
Qual a diferença entre a validade do CA e a validade do próprio EPI?
A validade do CA é o prazo em que o fabricante ou importador pode comercializar aquele modelo de EPI. A validade do EPI é a vida útil do produto, informada pelo fabricante. O equipamento precisa ser comprado com CA válido e, depois disso, vale o prazo de validade do próprio EPI. Equipamento danificado deve ser trocado imediatamente, mesmo dentro do prazo.
O que fazer se o EPI causar muito desconforto?
Comunique a empresa. Desconforto extremo costuma indicar tamanho inadequado ou ajuste incorreto, o que compromete a proteção. A NR 6 manda considerar a adequação do equipamento ao empregado e o conforto na seleção do EPI.
Existe curso de NR 06 gratuito?
Não há curso totalmente gratuito que inclua o certificado com os requisitos exigidos pela NR 1. Na Engehall, o primeiro módulo do curso de NR 6 pode ser feito gratuitamente antes da matrícula.
Onde baixar a NR 6 atualizada em PDF?
No portal do Ministério do Trabalho e Emprego, na página de Normas Regulamentadoras vigentes. O arquivo oficial traz no cabeçalho a lista de portarias que alteraram a norma. A mais recente é a Portaria MTE nº 57, de 16 de janeiro de 2025.


